8 de out. de 2011

Colesterol HDL elevado reduz o risco de ataques cardíacos em diabéticos

Níveis do “bom” colesterol (HDL) aumentado reduz o risco de ataque cardíaco e derrame cerebral nos diabéticos, afirma pesquisa publicada recentemente no American Journal of Cardiology.
Foram examinados prontuários médicos de mais de 30 mil pacientes com diabetes e foi constatado que aqueles com baixos níveis de colesterol HDL sofrem mais infartos e derrames que o restante.
Os pacientes com diabetes formam o grupo mais propenso a sofrer problemas cardíacos, quase 87% a mais que o restante da população, por esse motivo os pesquisadores usaram na pesquisa.
O estudo liderado por Dr. Gregory Nichols, acrescenta evidências de que ao aumentar os níveis HDL pode ser uma estratégia importante para reduzir o risco de ataque cardíaco.
Foram observados que 61% dos pacientes não apresentaram mudanças significativas dos níveis HDL, 22% mostraram aumento de pelo menos 6,5mg/dL no sangue e 17% dos casos indicaram baixa de pelo menos a mesma quantidade.
Mensurados os níveis de colesterol, os pesquisadores monitoraram os pacientes durante oito anos para constatar se foram hospitalizados por ataque cardíaco ou derrame cerebral.
Os pacientes cujos níveis de HDL cresceram tiveram 8% a menos essas duas doenças que aqueles cujos níveis permaneceram estáveis.
Pelo contrário, os que experimentaram uma queda de "colesterol bom" tiveram 11% a mais de ataques e derrames.

7 de out. de 2011

Novo fator de risco para desenvolver osteoporose é identificado

Gene responsável por modular a massa óssea e que pode se tornar um fator de risco para desenvolvimento da osteoporose foi identificado por pesquisadores do Institut de Recherches Cliniques de Montréal (IRCM), liderada por Dr. Jean Vacher.
A osteoporose é uma doença genética "silenciosa" caracterizada pela baixa densidade mineral óssea e deterioração do tecido ósseo, o que leva à fragilidade óssea e risco de fraturas. Em todos os casos, a doença é causada por um desequilíbrio entre a formação e a reabsorção do tecido ósseo.
Os osteoblastos sintetizam a parte orgânica da matriz óssea e são responsáveis por fazer os ossos trabalharem em sinergia com os osteoclastos que são células que participam do processo de absorção e modelação óssea.
Os pesquisadores isolaram um gene que modula os osteoclastos e descobriram que, em camundongos, que a perda da função deste gene leva a um aumento significativo no número de osteoclastos, gerando um nível ainda maior de reabsorção óssea.
No Brasil mais de 7 milhões de pessoas sofrem de osteoporose. As mulheres são geralmente mais afetadas por esta doença do que os homens, sobretudo após a menopausa (por volta dos 50 anos). Após esta idade, uma em cada três mulheres sofreria de osteoporose, além de apresentar um risco de fratura de 17,5% para o colo do fêmur, 15,6% para as vértebras, 16% para o rádio distal, e de aproximadamente 40% em qualquer outro local do esqueleto.
No entanto, os homens principalmente a partir dos 70 anos também podem sofrer de osteoporose. A partir dos 50 anos, cerca de um em cada sete homens seria atingido pela doença.
Estudos mostram que 90% da população brasileira consome apenas um terço, ou 400mg, da quantidade diária de cálcio recomendada.
O leite e seus derivados são as melhores fontes do mineral na alimentação que vão ajudar na constituição óssea.
O cálcio, importante mineral, também pode ser obtido em alimentos como sardinha, couve, brócolis e repolho, porém em proporções menores.
Para assegurar a absorção adequada de cálcio, é importante associar a vitamina D, que atua no processo absorção do mineral. O nutriente é encontrado em itens como fígado, leite integral, óleo de peixe, sardinha, atum e salmão, ou por meio da exposição solar, em horários saudáveis.
Alguns cuidados podem ser tomados para prevenir a osteoporose. Evitar o cigarro e a bebida alcoólica, por exemplo, pois esses hábitos prejudicam a absorção do cálcio pelo organismo.
Com essa descoberta fica mais fácil de identificar indivíduos com predisposição a desenvolver a osteoporose.
Fonte: Isaudenet

2 de out. de 2011

Controlar o uso de açúcar é tão importante quanto controlar o sal e as gorduras

Pessoas que sofrem de doenças do coração e dos vasos sanguíneos ou que correm risco de desenvolvê-las devem controlar em especial: a gordura, que certamente se acumularão nas artérias; e os salgados, que eleva a pressão sanguínea. Mas, o doce, é um outro elemento que exerce um efeito nocivo muito grande à saúde.

Uma dieta saudável para a circulação não só deve ser moderada em sódio, o que eleva a pressão sanguínea, mas também em doces, de acordo com as últimas recomendações da American Heart Association (AHA) dos Estados Unidos, que aconselha reduzir o consumo de açúcar porque muita gente supera os 25 gramas diários aconselhados para a mulher e os 37,5 recomendados ao homem.

A médica Rachel Jonsson afirma que pela primeira vez é feita recomendações específicas sobre a quantidade desta substância que pode ser consumida, porque não só torna as pessoas mais obesas, mas é culpado do diabetes, tensão arterial elevada, doenças coronárias e ataques cardíacos.

O excesso no consumo de açúcar não só influi na obesidade, mas também tem parte de responsabilidade no diabetes, na tensão arterial elevada, nas doenças coronárias e nos ataques cardíacos.

Segundo outra pesquisa da Universidade de Emory (EUA) publicada em " Circulation" , um consumo elevado na adolescência de açúcares acrescentados (qualquer adoçante calórico que se acrescenta a alimentos ou bebidas durante sua produção ou pelo próprio consumidor) poderia elevar o risco cardíaco quando se chega à vida adulta.
Os adolescentes que consomem quantidades altas de açúcares acrescentados nas bebidas e nos alimentos são mais propensos a ter perfis de colesterol e triglicerídeos que podem levar a uma doença cardíaca em anos posteriores da vida, de acordo com o trabalho de Emory.

Adolescentes com sobrepeso ou obesidade e que consomem abundante açúcar acrescentado têm maiores sinais de resistência à insulina, uma situação metabólica que costuma preceder ao diabetes, revela pesquisa americana.

"O açúcar às vezes está presente nos lugares mais surpreendentes e em alimentos que aparentemente não o contêm", explica Adoración Rodríguez García, especialista em gastronomia e nutrição e diretora de conteúdos do portal especializado Nutriguía (www.nutriguia.com), em referência ao chamado "açúcar oculto".

"Por exemplo, é pouco conhecido que, grama a grama, os molhos para churrasco e o ketchup, podem ser mais doces que um sorvete de creme e que cada colherada de qualquer destes dois condimentos contém o equivalente a pelo menos uma colher de chá acumulada de açúcar", prossegue Adoración.

"Um iogurte de baunilha com framboesas com baixa gordura pode conter mais de dez colherinhas de açúcar, um suco engarrafado pode conter a mesma quantidade de açúcar que uma barrinha de cereal. Se consumimos estes e outros produtos similares com açúcar oculto podemos receber dezenas de calorias extras em nossa dieta diária de forma despercebida", segundo a especialista.

"E isso, levando em conta só o açúcar acrescentado, sem considerar outros alimentos como os sucos de frutas exprimidos, que possuem açúcar de forma natural. Se lhes acrescentar açúcar refinado, ou adoçar com frutose, mel ou açúcar mascavo, muitos produtos escondem uma boa quantidade de calorias vazias", acrescenta a especialista da Nutriguía.

É importante ler os rótulos dos produtos com muita atenção, inclusive daqueles alimentos que não são doces, para comprovar seu conteúdo em açúcar, levando em conta que "as palavras terminadas em " ose" indicam a presença de açúcares, os quais estão presentes com outros nomes em uma centena de substâncias para adoçar.

O uso controlado de açúcar só traz benefícios à saúde humana, independente de idade, sexo, ter doença ou não.