31 de out. de 2010

Aspirina pode ajudar no tratamento do câncer de próstata

Uso da aspirina pode ajudar no tratamento do câncer de próstata, afirma estudo.

Pesquisa realizada com mais de 5 mil homens que tiveram câncer de próstata sem disseminação para outros órgãos, descobriu que aqueles que tomavam anticoagulantes tinham o risco de morte de 4% em dez anos, enquanto aqueles que não usavam esses medicamentos tinham essa taxa em 10%. E segundo os pesquisadores, os homens com câncer de próstata de maior risco se beneficiavam ainda mais com esse tratamento.
Os tão conhecidos comprimidos utilizados como analgésico, anti-inflamatórios e anticoagulantes , a ASPIRINA, podem ajudar os pacientes com câncer de próstata a viver mais, segundo estudo apresentado no encontro da American Society for Radiotion Oncology. Os autores revelam que os pacientes tratados com cirurgia ou radiação podem reduzir seus riscos de morte por câncer, tomando aspirina ou outro coagulante.
Segundo o Dr. Kevin Choe, da Universidade do Texas nos EUA, as evidências têm mostrado que os anticoagulantes podem interferir no crescimento e disseminação do câncer. Os benefícios foram mais evidentes com o uso da aspirina.
Mais estudos devem ser realizados para avaliar a eficácia do uso de aspirina no câncer de próstata, afirma o especialista.


Consumo de peixes gordurosos pode proteger a gengiva de doença

Estudo publicado no Journal of the American Dietetic Association indica uma prevalência de periodontite de 8,2% que seria reduzida em 20% entre aqueles com maior consumo do ácido docosahexaenoico (DHA), um tipo de Ômega 3 encontrado em peixes gordurosos.
Foi observada também a proteção contra a doença na gengiva com ingestão de outro tipo de Ômega 3 conhecido como EPA, foi menor , e foi insignificante como o consumo de ácido linoléico.
O hábito de comer mais peixes gordurosos como salmão, sardinha, e o atum pode contribuir na prevenção da periodontite. Segundo estudo da Universidade de Harvard no EUA.
Estudando os dados de mais de 9 mil adultos, os pesquisadores notaram que aqueles que ingeriram mais peixes ricos em Ômega 3 tinha uma redução importante nos riscos de ter a doença.
Segundo o pesquisador Sghar Z. Naqvi, o consumo de Ômega 3, principalmente o DHA e EPA é inversamente associado à periodontite na população do Estados Unidos. Mas muitos outros estudos devem ser realizados para reafirmar o valor terapêutico do Ômega 3 no tratamento das doenças da boca.
Independentemente da prevenção da periodontite, o hábito de ingerir esse tipos de peixes ricos em Ômega 3, traz benefícios diversos à saúde do homem como: boa concentração; motivação; habilidades motoras; velocidade de reação; neutralização do estresse; boa memória.
As fontes principais de Ômega-3 são os peixes de águas profundas e frias (salmão, atum, bacalhau, arenque, cavalinha, sardinha, truta) e os óleos de peixe.
Para quem não gosta ou não inclui os peixes ou os óleos de peixe no cardápio, as sementes de linhaça e o óleo de linhaça são as melhores alternativas como fonte de Omega-3.
Além de todos esses benefícios para o cérebro, o Ômega-3 atua na redução dos níveis de triglicérides e consequentemente reduzir os riscos de doença do coração.

26 de out. de 2010

Hábito de fumar aumenta risco de doença de Alzheimer

Pesquisadores do Centro de Pesquisa Kaiser Permanente nos EUA, associam o hábito de fumar ao aumento no risco de desenvolver doença de Alzheimer

Segundo estudo recetemente publicado na revista científica Archives of Internal Medicine, fumar excessivamente na meia idade pode aumentar o risco de desenvolver doença de Alzheimer e demência vascular. O estudo mostra que além de estar associado a problemas vasculares, o uso do cigarro poderia afetar o cérebro ao contribuir com estresse oxidativo e da inflamação.
Os pesquisadores do Centro de Pesquisas Kaiser Permanente nos EUA, acompanhando por 23 anos, mais de 21 mil homens e mulheres, descobriram que aqueles que fumavam mais de dois maços por dia na meia idade tinham 157% mais chances de desenvolver a doença de Alzheimer e 172% maior o risco de ter demência vascular quando comparados aos não fumantes
Segundo a pesquisadora Rachel A. Whitmer, este estudo mostra que o cérebro não é imune às consequencias de longo prazo do tabagismo excessivo.
Todos sabem que o ato de fumar compromete, e muito, o sistema vascular afetando pressão sanguinea e elevando os fatores de coagulação do sangue, e que a saúde vascular interfere diretamente no risco de desenvolver a doença de Alzheimer.
O malefício que o cigarro provoca no indíviduo é mais que conhecido. Então, aqueles que ainda persistem nesse vício mostram não ter amor à própria vida e nem a do próximo. No Brasil, mais de 32 milhões de pessoas são fumantes, desse total, cerca de 30% são homens e 20% mulheres. Em torno de 80 mil pessoas morrem com doenças provocadas pelo o hábito de fumar e que poderiam ser evitadas.
Largar o hábito de fumar não é fácil, mas todos devem tentar dissipar esse vicio e certamente terão uma vida mais saudável.

19 de out. de 2010

Vitamina B12, Homocisteína e Alzheimer

Pesquisadores finlandeses associam a vitamina B12 ao menor risco em desenvolver doença de Alzheimer
Segundo estudo recente do Instituto Karolinsk, na Suécia, a vitamina B12 (cianocobalamina) encontrada em diversos alimentos como, peixes, aves e carnes, entre outros de origem animal, pode ter efeito protetor no cérebro contra a doença de Alzheimer.
A vitamina B12 exerce funções importantes no organismo. É necessária na eritropoiese; em parte do metabolismo dos aminoácidos e ácidos nucléicos; importantíssimo na formação do sangue, além de ser necessária para uma boa manutenção do sistema nervoso.
Os pesquisadores concluíram que a vitamina B12 pode reduzir os níveis de homocisteína no organismo.
O estudo coordenado pela Dra. Babak Hooshmand, acompanhou por sete anos 271 indivíduos finlandeses com idade entre 65 a 79 anos. Os pesquisadores descobriram que a cada aumento nos níveis de vitamina B12 no organismo, havia redução dos riscos de desenvolver doença de Alzheimer em torno de 2%. E a cada aumento da concentração da homocisteína o risco em desenvolver a doença era de 16%.
No indivíduo idoso é comum os baixos níveis de vitamina B12, por isso estudos sobre o papel da vitamina B12 como marcador de doença de Alzheimer e também par avaliar até que ponto o suplemento desse nutriente pode ajudar a prevenir problemas de memória.
A avaliação sanguínea da carência da vitamina B12 (cianocobalamina) pode ser realizada através de exame laboratorial em jejum. Porém, não pode ser dosada de forma isolada. A medida deve ser acompanhada das dosagens da homocisteína, ácido metilmalônico e o hemograma.

17 de out. de 2010

Para perder peso não precisa abrir mão de comer batatas

Segundo estudo americano as batatas podem ser consumidas durante o período de dieta

Especialistas americanos da Universidade da Califórnia, avaliando 86 homens e mulheres com sobrepeso que passaram 12 semanas com uma dieta de restrição calóricas, notaram que havia perda de peso independentemente da quantidade de batatas consumidas no período.
Os três grupos que participaram da pesquisa que tiveram dietas com menos calorias (comendo cinco, seis ou sete porções de batatas por semana), apresentaram perda de peso bastante significativa em três meses.
Os profissionais de saúde há muitos anos dizem que quando se trata de perda de peso, não é eliminando certos alimentos ou grupos deles que se perde peso, o que vai ajudar realmente é a redução das calorias. Os resultados da pesquisa vêm a reforçar essa teoria.
Muitas pessoas acreditam que a batata devido ao seu alto índice glicêmico deve ser evitada quando estão em dieta, pois ajudam a acumular gordura. A pesquisa vem acabar com isso e mostrar que você pode comer batata e emagrecer.
Segundo a pesquisadora Britt Burton-Freeman, não há evidências de que as batatas, quando preparada de forma saudável, contribuem para o ganho de peso.
O importante mesmo, acredito eu, é que todos os indivíduos que estão buscando perda de peso ou não, adquiram hábitos saudáveis como a prática de exercícios físicos e uma alimentação balanceada com ajuda de um profissional de nutrição.

8 de out. de 2010

Mulheres diabéticas têm maiores chances de conceber filhos com anomalias congênitas

Controlar os níveis de glicose no sangue durante a gestação pode reduzir o risco de conceber filhos com anomalias congênitas

Pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, estudam maneiras de reduzir o risco do desenvolvimento de anomalias congênitas em bebês de mulheres diabéticas. Anomalias congênitas são alterações morfológicas estruturais que aparecem ao nascimento.
A equipe da Dra. Ruth Bell coletou dados dos registros originais de anomalias congênitas e de gestantes da Inglaterra. Os resultados mostraram que mulheres com diabetes têm chance cinco vezes mais de ter um bebê natimorto (nascer morto). Os filhos dessas mulheres são mais suscetíveis de serem acometidas por anomalias congênitas outras (espinha bífida, alteração cardíaca...).
Várias anomalias podem levar a morte ou causar sérios problemas a longo prazo. Muitos estudos devem ser ainda realizados para se saber que outras medidas as mulheres gestantes podem tomar. A mulher grávida diabética tem risco duas vezes maior de ver seu filho desenvolver anomalias congênitas. Não quer dizer que toda mulher diabética vai desenvolver algum tipo de anomalia.
O controle da glicemia em jejum através da dosagem de glicose é de fundamental importância para as mulheres gestantes. O período ideal pra realização do exame é entre a 24ª a 26ª semanas de gestação. Os níveis glicêmicos na gravidez devem ser inferior a 90mg/dL.
Toda mulher gestante deve realizar o pré-natal bem feito com o profissional qualificado. O médico saberá requisitar qual o perfil laboratorial adequado para cada paciente.

7 de out. de 2010

Consumo leve de bebida alcoólica na gravidez não altera o desenvolvimento dos bebês

Uma taça de vinho (175mL), um ou dois copinhos (até 475mL) de cerveja por semana , não prejudicam o bom desenvolvimento dos bebês. É o que sugere um novo estudo no Reino Unido
Segundo o estudo da pesquisadora da University College London, na Inglaterra, Yvonne Kelly, o consumo leve de álcool na gravidez, não prejudica o desenvolvimento intelectual e comportamental das crianças.
O grupo de pesquisa da Dra. Yvonne, usou dados do Millennium Cohort Study - um grande estudo de monitoramento da saúde a longo prazo de crianças nascidas no Reino Unido - com base em uma amostra representativa com mais de 11 mil crianças.
As mulheres que participaram da pesquisa foram entrevistadas pessoalmente sobre os seus padrões de consumo no período de gestação e outros fatores sociais e econômicos que poderiam ter impacto sobre o desenvolvimento de uma criança, quando seus filhos já estavam com 9 meses de vida.
As mães responderam novos questionários sobre o comportamento dos filhos quando estes chegaram aos 3 anos de idade, e acompanhado o seu desenvolvimento intelectual e comportamental aos 5 anos.
Das entrevistadas, pouco menos de 6% nunca beberam; enquanto 60% optaram por abster-se apenas para o período de sua gravidez. Cerca de pouco menos de 26% disseram que eram consumidoras leves; 5,5% eram consumidoras moderadas e 2,5% consumidoras pesadas ou compulsivas durante sua gravidez.
Na amostra estudada, os meninos foram mais prováveis do que as meninas de terem mais problemas de desenvolvimento, em geral. E eles eram mais propensos a ter problemas de comportamento, como ser hiperativos. As meninas eram mais propensas a terem problemas emocionais.
As crianças cujas mães eram consumidoras pesadas tiveram mais chances de serem hiperativas, e de terem problemas comportamentais e emocionais do que as crianças cujas mães optaram por não beber durante a gravidez, revela a pesquisa.
Não foi observada nenhuma evidência para sugerir que o desenvolvimento comportamental e intelectual das crianças cujas mães eram consumidora leves durante a gravidez havia sido comprometido.
Cerca de 30% das crianças das quais as mães eram consumidoras leves, apresentaram menos propensão a problemas comportamentais do que as crianças das mães que não beberam na gravidez.
Depois de levar em conta uma ampla gama de fatores de influência, essas crianças alcançaram maiores marcas cognitivas do que as nascidas de mães que não tinham consumido álcool durante a gravidez.
Vários especialistas sugerem a abstinência de bebida alcoólica durante a gravidez, tendo como base, estudo que mostram efeitos teratogênicos em bebês de mães que fazem uso de bebida alcoólica. Porém, segunda a Dra. Yvonne, um consumo leve, como por exemplo, uma festinha ocasional de família onde uma taça de vinho é consumida, não trará nenhum problema aos bebês.
Mas, diante de tantos estudos publicados nos mais importantes veículos de comunicação científica, é prudente que a futura mamãe se abstenha desse hábito e de vários outros como o fumo, por exemplo, principalmente no primeiro trimestre de gestação. Pois, um estudo recente dizendo que não traz complicações não é suficiente para determinar o não aparecimento de complicações nos filhos de mulheres que bebem.
Mulheres gestantes ou que desejam engravidar devem procurar o médico para o acompanhamento adequado e ter uma gravidez segura.
Mais informações sobre álcool na gestação: www.siat@ufba.br


2 de out. de 2010

Infecção por Rotavírus

Uma doença mais comum do que se imagina, de fácil propagação e que você pode prevenir

A doença
É um vírus RNA da família dos Reoviridae, do gênero rotavírus, que é responsável por um grande número de infecções em bebês. São classificados sorologicamente em grupos, subgrupos e sorotipos.
A infecção varia de quadro mais leve com diarréia aquosa, ao quadro mais graves como desidratação, febre, vômitos e alguns casos levam à morte.
Foram identificados até o momento 7 grupos: A, B, C, D, E, F e G, ocorrendo em diversas espécies animais, sendo que os grupos A, B, e C são associados à doença no homem.
O grupo A é o de melhor caracterização, predominando na natureza, associado à doença no homem e em diversas outras espécies animais.
Estima-se que a infecção por retrovírus seja responsável por índice entre 5% e 10% de todos os episódios diarréicos em crianças com menos de 5 anos. É também responsável pelo maior número de internação hospitalar, atendimentos em emergências e consultas médicas. O número de testes positivos em laboratório é bastante considerável. Os casos mais graves atingem as crianças na faixa de 3 a 35 meses.
Existe antígeno comum de grupo, localizado no componente VP6, no capsídeo intermediário, detectável pela maioria dos testes sorológicos. Esta proteína também determina o subgrupo (I, II, I e II, não I - não II) a que pertence à cepa. Os sorotipos são determinados por duas proteínas (VP4 e VP7) situadas no capsídeo externo.
Dos 14 sorotipos G (VP7) conhecidos, 10 têm sido descritos como patógenos humanos: os tipos G1 a G4, os mais frequentemente encontrados em todo o mundo e para os quais vacinas estão sendo desenvolvidas. Os sorotipos G5, G6 e G10, foram isolados em humanos, que eram encontrados exclusivamente em animais. Os tipos G8 e G12, esporadicamente encontrados e o tipo G9, predominante na Índia. Os pesquisadores Gouveia et al (1994) e Timenetsky (1998) encontraram o sorotipo G5 em amostras brasileiras. Os dados sobre infecção do rotavírus ainda são muito insipiente no Brasil.
Transmissão e incubação
A via de transmissão é fecal – oral, pessoa a pessoa. A concentração do vírus é alta nas fezes frescas nas crianças infectadas e também através de fômites (qualquer partícula capaz de transportar germes patogênicos).
Entre o 3º e 4º dias a partir dos primeiros sintomas é o período de maior excreção viral, no entanto, podem ser detectados nas fezes de pacientes mesmo após a completa resolução da diarréia. O período de incubação varia de 1 a 3 dias.
Diagnóstico clínico e laboratorial
Uma perfeita anamnese, feita com muito cuidado, com dados de história, antecedentes epidemiológicos e o exame clínico podem sugerir fortemente a infecção pelo rotavírus, no entanto como as manifestações clínicas da infecção não são específicas, a confirmação laboratorial é necessária para a vigilância epidemiológica e pode também ser útil em situações clínicas. Na forma clássica, mais frequente em crianças de 6 meses a dois anos, a doença se manifesta como quadro abrupto de vômito, que na maioria das vezes começa com diarréia e febre alta.
É comum observar-se formas mais leves ou quadros subclínicos entre adultos contactantes. Em crianças até os 4 meses pode haver infecção assintomática, levando a crer na ação protetora de anticorpos da mãe e do aleitamento materno ;
A diarréia aquosa, com aspecto gorduroso e caráter explosivo, durando de 4 a 8 dias, pode ser um quadro de infecção por rotavírus.
O diagnóstico laboratorial específico é a investigação do vírus nas fezes do paciente. As fezes devem ser frescas (recente). As envelhecidas, com mais de 4 horas de coletadas podem apresentar resultados falsamente negativos.
O período ideal para detecção do vírus nas fezes é entre o primeiro ao quarto dia de doença, onde o vírus está em estado de maior excreção viral. O método de maior disponibilidade é a detecção de antígenos, por ELISA, nas fezes. Outras técnicas, incluindo microscopia eletrônica e cultura, são usadas principalmente em pesquisas. Métodos sorológicos que identifiquem o aumento de títulos de anticorpos IgG e IgM, por ELISA, também podem ser usados para confirmação de infecção recente.
Existem testes rápidos com baixo custo financeiro e que podem oferecer diagnóstico preciso e imediato.
Tratamento e complicações
É uma doença auto limitada, com tendência a evoluir espontaneamente para a cura, o fundamental do tratamento é prevenir a desidratação e distúrbios hidroeletrolíticos.
Não é aconselhável o uso de antibióticos para curar a infecção por retrovírus. Terapêutica específica para combater o rotavírus, não existe até o momento.
Dieta alimentar normal, hidratação oral, é o aconselhável. Alguns casos é a necessária hidratação parenteral. Não deve fazer uso de antidiarréicos.
Existem vários trabalhos na literatura mostrando a associação da infecção por rotavírus a encefalites, Síndrome de Reye e à doença de Kawasaki.
As complicações que não assumem caráter circunstancial são a diarréia prolongada em imunodeprimidos e a enterocolite necrotisante em recém-nascidos.
Distribuição e frequência
A distribuição da doença retrovírus é universal, embora com características epidemiológicas distintas, tendo o clima como fator influente.
Locais onde o clima é temperado, o rotavírus se manifesta com uma distribuição tipicamente sazonal, através de extensas epidemias nos meses frios. No clima tropical, a sazonalidade não é tão marcante, manifestando-se mais por um caráter endêmico.
Prevenção e Vacina
Lavar as mãos, principalmente depois de usar banheiro e antes de realizar qualquer refeição, controlar a água que bebe e os alimentos que consome. O destino adequado dos dejetos e do esgoto.
Amamentar os bebês até seis meses de idade fornece proteção não só contra o retrovírus como diversas outras doenças.
A vacina atenuada tetravalente contra os sorotipos G1, G2, G3 e G4, foi liberada para uso nos Estados Unidos desde 1994. Mas recentemente foi suspenso o uso devido às questões de segurança imunobiológica. No Brasil, não é preconizado a vacinação devido as mesmas questões. Em 2000 foi fabricada uma vacina monovalente (RIX 4414), mas eficiente, segura e de alta imunogenicidade.
Vários estudos de uma vacina pentavalente, também com elevada proteção para as formas mais graves de diarréia. Consulte o médico para a aplicação segura da vacina.
Muitos estudos ainda devem ser realizados para que se encontre uma forma eficaz de proteção contra a infecção pelo rotavírus.
Ao aparecer sinais e sintomas da doença, procure o médico ou um posto de saúde para o diagnóstico.
A avaliação laboratorial fidedigna e rápida é de extrema importância para que se faça a intervenção adequada em tempo hábil, evitando o agravamento da doença.

26 de set. de 2010

"Nosso lar". Um horror: Um filme fraco que está levando mutidões aos cinemas

 Um filme que não emociona, não mostra de verdade a beleza do espiritismo de Chico Xavier. 
Só lhe deixa com medo, pavor... de morrer

"Nosso Lar", o filme que tanto se fala não passa de uma produção fraca sem nenhuma emoção. Os atores que trabalham no filme, não transmitem a beleza do mundo espiritual que é passado pelo imortal e divino Chico Xavier. As obras sobre espiritismo que conheço, que vejo nas novelas, no cinema e nos livros mostram um mundo espiritual que te leva à paz e conforto, que explica uma série de situação da vida, um "não medo de morrer". Esse "nosso lar" é muito horrível, péssimo, angustiante e sem emoção. Eles passam a idéia de quando se morre se passa por um tal de "umbral" (tipo um inferninho, estágio purificador dos espiritos, principalmente, aqueles que fizeram maldades na terra), é um horror. Um monte de gente suja de lama com jeito de quem fede muito, gritos, sussurros, sofrimentos...um tormento. Depois você é levado para um hospital ultra moderno, todo sofisticado, com camas que flutuam, telas de led... Em seguida você é levado para uma cidade tipo Brasilia da era moderna, com tudo que tem numa cidade futurista. É também apresentado um local tipo "lan hause" para aqueles que queiram enviar alguma mensagem aos que ficaram na terra, até notebook tem, só faltou ter twitter, facebook, orkut...em fim, umas coisas completamente loucas, nojentas, sem lógica... e que só te dar pavor em morrer.
O filme deveria ser baseado em um dos livros psicografados pelo grande médium brasileiro Chico Xavier, que compõem uma coleção intitulada A Vida no Mundo Espiritual, atribuída ao espírito André Luiz. Eu digo deveria, por que certamente o livro não está representado na tela.  
No movimento espírita brasileiro essa coleção é também conhecida como Série Nosso Lar. Clássico da literatura espírita brasileira. Nosso lar é um romance que versa sobre os primeiros anos do médico André Luiz após sua morte, numa "colônia espiritual", espécie de cidade onde se reúnem espíritos para aprender e trabalhar entre uma encarnação e outra. Nosso Lar obteve o primeiro lugar entre os dez melhores livros espíritas publicados no século XX, segundo pesquisa realizada em 1999 pela "Candeia Organização Espírita de Difusão e Cultura.
Acredito que os produtores gostaram da produção e resposta do filme Chico Xavier e quiseram  "pongar" no sucesso do filme.
Não entendo por que esse Nosso Lar, o filme,  está tendo esse sucesso de bilheteria. Acredito que, assim como eu, muita gente saiu ou vai sair dos cinemas do Brasil com a mesma senção que tive. Angustiado e decepcionado.
Não recomendo!

22 de set. de 2010

Colesterol nem alto nem baixo: Os dois extremos trazem danos à saúde humana.

Evite várias patologias controlando os níveis de coleterol no sangue.
O colesterol é um tipo de gordura (lipídio) encontrada naturalmente em nosso organismo, fundamental para o funcionamento normal. É o componente estrutural das membranas celulares em todo nosso corpo e está presente no cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. O organismo usa o colesterol para produzir vários hormônios, vitamina D e ácidos biliares que ajudam na digestão das gorduras. Cerca de 70% do colesterol é sintetizado pelo nosso próprio organismo, no fígado, enquanto os outros 30% vêm da dieta. Por isso, nem sempre somente a dieta consegue diminuir os níveis de colesterol no sangue.
Existe o colesterol HDL (High Density Lipoprotein), o conhecido como “bom” colesterol, o LDL (Low Density Lipoprotein), o conhecido “mau” colesterol. O colesterol HDL tem o papel de retirar o colesterol LDL da circulação sanguínea e transportá-lo para o fígado e lá ser metabolizado. O colesterol VLDL (Very Low Density Lipoprotein) que é uma subclasse de lipoproteína, com função de transportar lipídeos e na corrente sanguínea é convertido a colesterol LDL.
Vários fatores contribuem para elevação dos níveis de colesterol no sangue. Alguns podem ser controlados como, por exemplo, a dieta alimentar, exercício físico e outros não têm como controlar, que são os genéticos, sexo, idade.
O colesterol só é encontrado nos alimentos de origem animal como gema de avo, carnes, derivados do leite. Os alimentos de origem vegetal não têm colesterol.
Alguns fatores podem ajudar a controlar os níveis de colesterol no organismo:
Exercícios físicos aumentam os níveis do colesterol HDL e diminui o colesterol LDL;
Evitar o fumo;
Evitar uso abusivo de bebida alcoólica;
Controlar o estresse e pressão arterial;
Dieta balanceada;
Evitar a obesidade;
As crianças devem também dosar os níveis de colesterol no sangue, principalmente se existir histórico familiar.
Níveis elevados de colesterol no sangue normalmente não apresentam sintomas, às vezes o primeiro sinal é o ataque cardíaco, por isso é importante que todos os indivíduos realizem regularmente as dosagens laboratoriais do colesterol total e suas frações.
O nível desejado para o colesterol total no sangue é inferior a 200mg/dL para indivíduos adultos. Para o colesterol HDL, o ideal é que esteja superior a 40mg/dL e o colesterol LDL inferior a 100mg/dL. De acordo com o sexo e a idade do indivíduo os níveis podem variar. O médico saberá indicar os níveis ideais para manter uma vida saudável.
Quando o colesterol se encontra em excesso no organismo (hipercolesterolemia) e por algum distúrbio ele não é retirado da circulação sanguínea, é acumulado nas paredes das artérias, que levam sangue para os diversos órgãos e tecidos do corpo, podendo levar a arteriosclerose. Se esse acúmulo de gordura for nas artérias coronarianas, pode ocorrer dor no peito (angina) e infarto do miocárdio. Se o acúmulo for nas artérias do cérebro, pode levar a acidente vascular cerebral (derrame). Portanto, nível de colesterol elevado apresenta um fator de risco importante para desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
O nível de colesterol não deve estar muito baixo, nem muito alto. Assim como ele muito elevado traz danos à saúde, alguns especialistas associam a baixa concentração a várias outras patologias, entre elas a maior incidência e mortalidade gerais do câncer.
Um estudo mostrou que, o nível de colesterol baixo pode ser um marcador de câncer não diagnosticado. Esse mesmo estudo, aponta que os níveis de colesterol HDL podem reduzir o risco de alguns tipos de câncer, segundo o Dr. Jacobs, PhD, diretor de farmacoepidemiologia da American Cancer Society.
No artigo publicado pelo professor R. Nelson, é mencionado que os atuais resultados dos estudos sobre os níveis baixos de colesterol devem ajudar a dissipar várias dúvidas de que o colesterol baixo pode causar câncer. É importante frisar, que todos os estudos são muitos recentes e muito ainda precisa ser pesquisado.
O colesterol, assim como o diabetes e a hipertensão, são problemas crônicos e exigem tratamento adequado e continuo. Por isso, verifique regularmente as suas taxas de colesterol, glicemia e os níveis de pressão arterial.
Siga as orientações do seu médico e tenha uma vida saudável!

20 de set. de 2010

Diabetes Mellitus: Quando não tratada e bem controlada mata

Diabetes Mellitus, mais conhecida como diabetes, é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia (elevação de glicose no sangue) e associadas à complicações, disfunção e insuficiências de vários órgãos, especialmente, olhos, rins, cérebro, nervos, coração e vasos sanguíneos. O diabetes pode resultar de defeitos da ação e/ou secreção do hormônio produzido pelo pâncreas chamado insulina, envolvendo processos patológicos específicos como, por exemplo, destruição das células produtoras de insulina (células beta do pâncreas), resistência à ação da insulina, distúrbio da secreção da insulina, entre outros.
                                                               
Quando o pâncreas pára de produzir insulina (destruição das células beta) se instala a diabetes tipo 1, é mais comum em crianças, jovens ou indivíduos com menos de 30 anos. Quando a insulina tem a sua ação e secreção alterada, se instala a diabetes tipo 2, esta é a forma mais presente da doença, cerca de 95% dos casos. Existe também a diabetes gestacional que é a elevação dos níveis de glicose e diminuição da ação da insulina no período de gestação. Existem outros tipos de diabetes, porém, menos frequentes.
O diabetes é uma doença crônica, com incidência e prevalência crescente em nosso país. Hoje se estima que cerca de 11% da população acima de 40 anos tem a doença. Este número varia com a idade. Essa doença apresenta alta morbi-mortalidade com diminuição significativa da qualidade de vida dos portadores.
O número de indivíduos com diabetes tem aumentado a cada dia, devido ao crescimento e envelhecimento da população, a maior urbanização, a crescente prevalência de obesidade e sedentarismo, bem como a maior sobrevida de pacientes com a doença.
O critério de diagnóstico do diabetes foi modificado pela American Diabetes Association em 1997 e aceito pela Organização Mundial de Saúde e a Sociedade Brasileira de Diabetes. A dosagem da glicemia no plasma sanguíneo pode diagnosticar a doença. Os valores de glicemia no sangue em jejum de 8 horas devem ser inferiores a 100mg/dL, entre 100mg/dL e 126mg/dL devem ser reavaliados com testes confirmatórios e valores superiores a 200mg/dL de forma casual (qualquer hora do dia independente das refeições), associados aos sinais e sintomas, já pode considerar diabetes.
A dosagem de glicose realizada em gota de sangue serve como triagem ou como monitoramento diário do tratamento, porém, o diagnóstico final deve ser realizado através da dosagem no plasma sanguíneo em laboratório de análises clínicas e avaliação médica.
No controle da diabetes além da dosagem da glicemia, tem a dosagem da hemoglobina glicada que representa a média das taxas de glicose incorporada à hemoglobina no período de 90 dias. A frutosamina, que representa as taxas de glicose ligada à proteína no período de 2 a 3 semanas, que pode ser usada também quando a hemoglobina glicada não puder servir de parâmetro no controle da doença por razões metodológicas, em pacientes com algum tipo de hemoglobinopatias, anemias. O médico saberá o momento de indicar a realização dos mesmos.
A existência de casos de diabetes na família aumenta o risco em desenvolvê-la.
Principais sintomas:
Sede exagerada;
Boca seca;
Aumento no volume de urina;
Cansaço excessivo;
Dores no corpo;
Perda de peso;
Pouca resistência a infecções;
Fome acentuada.
Alterações no estilo de vida, com dieta balanceada, introdução de atividade física, controle da pressão arterial, pode prevenir ou retardar o aparecimento do diabetes.
Siga as orientações do seu médico e tenha uma vida saudável!

12 de set. de 2010

AS FARINHAS QUE AJUDAM A EMAGRECER: SERÁ?



Com a proximidade da chegada do verão, toda e qualquer dica para se manter com o corpo em forma vale a pena.
As farinhas emagrecedoras: farinha de banana verde, de soja preta, de feijão-branco e até de berinjela. O que se fala é que elas conservam os nutrientes dos vegetais, que muitas vezes se perdem durante o processo de cozimento e de preparação das receitas, em casa. Além disso, oferecem a praticidade do consumo imediato com benefícios à silhueta e também à saúde.
Recentemente saíram na imprensa as últimas novidades em farinhas emagrecedoras são as versões banana verde, soja preta, feijão-branco e berinjela. Vejamos então as vantagens propostas de cada tipo e que muitos profissionais da área acreditam que ajudam a diminuir as medidas corporais que todo mundo deseja.
Estas farinhas têm uma espécie de proteína (faseolamina) que inibe a absorção de carboidratos (açúcares) no organismo. Falam que pode reduzir em até 20% os índices de carboidratos absorvidos durante as refeições. O aumento de fibras faz com que o metabolismo seja acelerado e auxilie no processo de emagrecimento.
Fala-se também que controlam o nível de açúcar no organismo, diminuem os níveis de colesterol e triglicerídeos. E por serem ricas em cálcio, ajudam a diminuir os fatores de risco para osteoporose.
O uso diário ainda não está bem estabelecido. O que se preconiza hoje é que o uso não ultrapasse 2 colheres de chá por dia.

Será que essas farinhas ditas "milagrosas" funcionam mesmo? Não sei,  o que sei é não faz mal algum em experimentar.
Mas é importante consultar um médico ou nutricionista antes de fazer uso dessas farinhas.

11 de set. de 2010

OSTEOPOROSE EM HOMENS: VOCÊ PODE PREVENIR


Hábitos simples  podem prevenir a osteoporose

É uma doença esquelética sistêmica que se caracteriza pela diminuição da massa óssea e por uma alteração da qualidade microestrutural do osso, levando a uma diminuição da resistência óssea e ao consequente aumento do risco de fraturas. É considerada a doença da criança que se manisfesta na fase adulta.
A hereditariedade, dieta, hormônios sexuais, atividades físicas, estilo de vida e uso de alguns medicamentos, influencia a qualidade do osso. Os homens têm ossos maiores e mais largos que mulheres; a osteoporose é menos comum neles do que nelas.
Apesar de a osteoporose ser mais comum na mulher do que no homem, estima-se que entre 1/5 a 1/3 das fraturas do quadril aconteçam em indivíduos do sexo masculino. Dezessete por cento dos homens que atingem a idade de 90 anos podem ter uma fratura do quadril; um homem branco tem 25% de probabilidade de sofrer uma fratura relacionada à osteoporose nos anos subseqüentes de sua vida.
Os homens têm maior probabilidade de falecer ou sofrer de incapacidade crônica após uma fratura de quadril, do que a mulher. Também podem sofrer fraturas debilitantes da coluna, punho e outros ossos.
Atualmente, cerca de dois milhões de homens americanos têm osteoporose e outros três milhões estão em risco de tornarem-se osteoporóticos.
O aparecimento da osteoporose no homem pode originar da: diminuição da atividade física, da ingestão e absorção do cálcio e dos níveis da testosterona, o hormônio sexual masculino.
O tratamento para a osteoporose consiste em identificar e tratar a causa específica da perda óssea. O regime alimentar deve conter uma quantidade adequada de cálcio e vitamina D; exercícios físicos são parte do tratamento.
O uso de medicamentos segue os mesmos princípios do tratamento das mulheres; terapia de reposição de testosterona pode ser prescrita para um homem com baixo nível deste hormônio, sempre se levando em conta seus benefícios e possíveis efeitos colaterais.
Assim como para as mulheres a prevenção da osteoporose é muito importante: deve-se evitar fumo, abuso de café e bebidas alcoólicas, praticar atividades físicas que aumentem a massa óssea e auxiliem a prevenção de quedas e ter uma dieta balanceada de cálcio e vitamina D.
A dosagem da vitamina D é um importante marcador para diagnóstico laboratorial na investigação da osteoporose e apresenta-se de duas formas, a D3 e D2. Esta vitamina é fundamental para homeostase do cálcio, fósforo e para saúde musculoesquelética.
A vitamina D3 (colecalciferol) é um esteróide sintetizado na pele através da radiação ultravioleta a partir do 7 dehidrocolesterol. É encontrada também em alguns alimentos como óleo de peixe, gema de ovo, entre outros.
A vitamina D2 (ergocalciferol) é um hormônio esteróide sintetizado a partir do ergosterol (fúngico), pouco disponível naturalmente nos alimentos, mas usado como suplemento. Quando ingerida é transportada para o fígado onde vai sofrer a primeira hidroxilação no carbono 25, convertendo-se a 25 hidroxivitamina D.
A dosagem da vitamina D3 - 25 OH é o principal e melhor marcador para avaliação da insuficiência, deficiência e toxidade exógena da vitamina D no organismo. Sua meia vida é de 2 a 3 semanas.
A vitamina D 25 OH, sofre mais uma hidroxilação nos rins e é convertida em 1,25 vitamina D. Porém, esta,  não é um bom marcador para avaliar o estoque da vitamina D, pelo fato de sua meia vida ser de apenas 2 a 6 horas, além de sua concentração ser inferior 1000 vezes do que a vitamina 25 OH.
Recentemente, um consenso internacional estabeleceu que os pacientes que estiverem com a concentração da vitamina D3 - 25 OH, inferior a 32ng/mL devem ser tratados.
É importante lembrar que individuos que estiverem em reposição de vitamina D, devem associar a terapia, o banho de sol diário no período da manhã ou final da tarde.
A avaliação laboratorial completa para investigação do metabolismo ósseo é: cálcio iônico sérico, cálcio urinário, fósforo sérico e urinário, fosfatase alcalina total e fração óssea, e dosagens de vitamina D 25 OH, paratormônio (PTH), uréia, creatinina, TGO/TGP/gama GT.
É claro que todo esse perfil deve ser acompanhado de exames clínicos e de imagem para que se possa ser concluído o diagnóstico de osteoporose.
A osteoporose não tem cura, mas tem prevenção e tratamento.

Para manter uma boa saúde óssea e se prevenir da osteoporose, é importante que se consiga uma boa reserva de osso até 30 anos de idade, reduza ao máximo os fatores que aceleram a perda da massa óssea, pratique exércicos físicos, mantenha a ingestão adequada de cálcio e vitamina D.
Procure o médico, faça sua avaliação laboratorial completa.
Previna-se e tenha uma vida saudável.

1 de set. de 2010

O que fazer com o lixo doméstico produzido por você


Reduzir, Reutilizar e Reciclar
("Regras dos Três Erres")

O Brasil produz, atualmente, cerca de 228,4 mil toneladas de lixo por dia, segundo a última pesquisa de saneamento básico consolidada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000. O chamado lixo domiciliar equivale a pouco mais da metade desse volume, ou 125 mil toneladas diárias.
Do total de resíduos descartados em residências e indústrias, apenas 4.300 toneladas, ou aproximadamente 2% do total, são destinadas à coleta seletiva. Quase 50 mil toneladas de resíduos são despejadas todos os dias em lixões a céu aberto, o que representa um risco à saúde e ao ambiente.
Mudar esse cenário envolve a redução de padrões sociais de consumo, a reutilização dos materiais e a reciclagem, conforme a "Regra dos Três Erres" preconizada pelos ambientalistas.
A idéia é diminuir o volume de lixo de difícil decomposição, como vidro e plástico, evitar a poluição do ar e da água, otimizar recursos e aumentar a vida útil dos aterros.

Tempo de decomposição dos resíduos:
Vidros: Tempo indeterminado;
Pneus:  600 anos;
Fraldas descartáveis comuns: 450 anos;
Tampas de garrafas: 150 anos;
Plásticos: 100 anos;
Embalagens longa vida: até 100anos;
Copos plásticos: 50 anos;
Nylon: mais de 30 anos;
Latas de aço: 10 anos;
Isopor: 8 anos;
Gomas de mascar: 5 anos;
Tocos de cigarro: 20 meses;
Fraldas descartáveis biodegradáveis:1 ano;
Pano: 6 meses a 1 ano;
Palitos de madeira: 6 meses;
Papel: 3 a 6 meses.

DESTINO DO LIXO DOMÉSTICO:
COLETA SELETIVA - PAPEL:  papéis de escritório, papelão, caixas em geral, jornais, revistas, livros, listas telefônicas, cadernos, papel cartão, cartolinas, embalagens longa vida, listas telefônicas, livros;
PLÁSTICO:sacos, CDs, disquetes, embalagens de produtos de limpeza, PET (como garrafas de refrigerante), canos e tubos, plásticos em geral (retire antes o excesso de sujeira);
VIDRO: garrafas de bebida, frascos em geral, potes de produtos alimentícios, copos (retire antes o excesso de sujeira);
METAL: latas de alumínio (refrigerante, cerveja, suco), latas de produtos alimentícios (óleo, leite em pó, conservas), tampas de garrafa, embalagens metálicas de congelados, folhas-de-flandres.

LIXO COMUM - PAPEL: papel carbono, celofane, papel vegetal, termofax, papéis encerados ou plastificados, papel higiênico, lenços de papel, guardanapos, fotografias, fitas ou etiquetas adesiva;
PLÁSTICO: plásticos termofixos (usados na indústria eletroeletrônica e na produção de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos), embalagens plásticas metalizadas (como as de salgadinhos);
VIDRO: espelhos, cristais, vidros de janelas, vidros de automóveis, lâmpadas, ampolas de medicamentos, cerâmicas, porcelanas, tubos de TV e de computadores;
METAL: clipes, grampos, esponjas de aço, tachinhas, pregos e canos.

Algumas propostas para aproveitar todo material já utilizado:
Os produtos de papel e cartão devem ser utilizados a maior quantidade de vezes possível;
Aproveitar os dois lados da folha de papel, para rascunho ou então para utilizar em outras coisas, flores;
Utilizar várias vezes os papéis de embrulho e cartolinas, ou até mesmo as caixas de cartão para arrumar materiais entre outros os sapatos, ou então, poderão servir de pequenos contentores de lixo em casa;
Devolução das embalagens de vidro no posto de venda, permitindo que uma mesma garrafa seja utilizada mais de umz vez, antes de se tornar lixo;
Como as embalagens de metal não tem retorno, este problema pode ser resolvido se começar a reutiliza-las ex: bidões, latas de sumos, para colocar canetas, lápis, corretor. Assim, devemos utilizar diversas vezes as mesmas embalagens de forma a minimizar os resíduos destes materiais;
Espirais de cadernos usados para fazer bloquinhos de anotações;
Destinar algumas embalagens para outros fins que não o lixo. Exemplos: embalagens de filmes fotográficos para guardar coisas bem pequenas;
Caixinhas plásticas como porta-trecos;
Usar para recargas ex: detergentes de limpeza, sendo uma forma de evitar o consumo de bens supérfluos de embalagens plásticas;
As garrafas, os garrafões e os sacos de plástico devem ser utilizados o máximo de vezes possível;
Usar restos de vegetais e frutas para fazer adubo (compostagem).
Cuidar do ambiente que vivemos e que queremos deixar para os nossos, filhos, netos, irmãos...humanidade, é um dever de todos nós.
O meio ambiente agradece!

Fonte: Instituto Akatu;